segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

O Alemão se aposenta


O sábado foi recheado de surpresas e homenagens a Ingo Hoffmann. Logo após o treino classificatório, o piloto da AMG, que se despede da Stock Car neste domingo, ganhou um presente que chamou de “jóia valiosa”.
Sem saber, Ingo foi convocado para dar duas voltas a bordo do modelo 2009 da categoria, devidamente estampado com seu nome e o indefectível número 17. E, enquanto o veterano estava na pista, a organização do evento preparou o primeiro dos tributos: chamou a família do piloto e deixou um carro escondido sob uma capa.

Quando Hoffmann chegou aos boxes e se deparou com a cena, já começou a lacrimejar. Quando viu que o carro escondido era uma réplica do Opala com o qual conquistou o primeiro de seus 12 títulos - um presente do "pupilo" Lico Kaesemodel e de seu pai, Buko -, o “Alemão” caiu no choro.
O carro, escolhido a esmo, foi preparado pela empresa de customização do piloto Tarso Marques, e contou com um “presentinho” de Paulo de Tarso, ex-chefe de equipe de Hoffmann: um conjunto motor-câmbio original da época. Coube a Ingo dar duas voltas na pista, com direito a drift (derrapagens controladas) no miolo.

As duas voltas foram pouco para o 12 vezes campeão. “Não queria largar o ‘brinquedinho’. Se deixassem ficaria umas quatro horas pilotando ele. Agora vou ter que ver com a Ruth [esposa de Ingo] como fazer, pois preciso arrumar um lugar para esta jóia.

Logo em seguida, Hoffmann realizou uma entrevista coletiva, onde voltou a chorar ao falar do apoio da família e, principalmente, da esposa. “Não conseguiria chegar onde estou sem a minha família. Atrás de um grande homem sempre há uma grande mulher, e a Ruth, que está há 33 anos do meu lado, presenciou os melhores e piores momentos da minha vida. Sem ela e sem meus filhos, não sei se estaria aqui.”

Os amigos e rivais Chico Serra e Paulo Gomes também foram citados. “Tive grandes concorrentes, como o Affonso Giaffone, o Marcos Gracia, o Zequinha Giaffone, mas meus maiores rivais foram o Chico e o Paulão. Além de ter competido contra eles, tive a chance de correr com seus filhos. Somos grandes amigos e isso só foi possível graças à Stock Car”, completou Ingo, antes de receber o abraço dos rivais – e, claro, as inevitáveis brincadeiras.

Por fim, a voz de Hoffmann ficou novamente embargada ao falar de um projeto iniciado em 2005 e que beneficia milhares de crianças que sequer sabem quem ele é. “Ganhei 12 vezes na Stock Car, mas minha maior conquista foi o Instituto Ingo Hoffmann”, completou o piloto, sob aplausos.

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