sábado, 31 de janeiro de 2009

Fuck The Factory (?)


A Harley Davidson passou por diversos momentos sombrios em sua história.

Da época da 2ª. Guerra e as jogadas infames para serem a fornecedora oficial do exército americano, à caça as bruxas do fim dos anos 70, onde todo produto que estivesse utilizando a marca era imediatamente processado, e fez com que pequenos negócios nascidos do amor e na dedicação à Harley fossem fechados. Do período AMF produzindo grandes porcarias, à fama de “poçante” (devido às poças de óleo que costumava deixar), a HD nem sempre acertou a mão com seus consumidores.

Assim, com o passar do tempo, FTF (Fuck The Factory) virou, merecidamente, frase comum.

Mas hoje, será que isso procede ?

V-Rod, Rocker. Ano passado o marketing do tal aperto-de-mão-secreto lançado nos Estados Unidos deixaram muitos tradicionalistas acreditando que a Harley estava ainda distanciada de seus seguidores.

Mesmo assim, tivemos o lançamento da Cross Bones, uma moto quase unanimemente considerada passo no caminho correto.

Sempre haverá alguém com uma Harley 83, reclamando dos vazamentos, sofrendo pra colocar a moto funcionando corretamente. E quem fala mal sempre faz mais barulho do que quem fala bem.

Com uma crise como a que no momento nos abate, as quedas de ações da HD caindo até 53% (imagina , menos da metade !!!), manter a “Marca” em evidência, manter a qualidade dos produtos, manter seus fiéis seguidores fica ainda mais difícil.

Aí esse ano lançam a Sportster Iron. 883cc. A menor moto da fábrica, mas com ESTILO ! O marketing bem direcionado, indo direto ao ponto. O fato de que basta uma pintura para que qualquer um com uma moto de até cinco anos atrás fique bem similar a ela ainda dá mais valor ao lançamento...

Mostra que eles estão de olho em seus consumidores, PRESTANDO ATENÇÃO ao que lhes interessa, e correndo atrás. Obviamente não são lançadores de novidades, mas nunca se propuseram nem têm condição de ser. É um elefante enorme, mudar uma linha, ou uma estratégia dá muito trabalho. Mas vêm tateando e, ao meu ver, encontrando o caminho para despertar o interesse.

E produzindo motos de qualidade inegável, confiáveis, e que vão rodar por muitos anos.

Nada a ver com as concessionárias brasileiras, óbvio. Essa é minha visão com relação à fábrica, a Harley Davidson. E não com relação a seus representantes no Brasil.


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