segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Satori


Chego em casa cansado, uma senhorita especial me esperando. Cheirosinha, apenas três peças de roupa: um colar, botas e uma calcinha preta. Bem pequenininha.

Me recebe com um sorriso: “- Surpresa, Lordiiiii!!!”

Nem me dá tempo de largar os alforges, me agarra com um beijo, aqueles peitos deliciosos roçando a jaqueta...

Horas depois tenho tempo de ir tomar um banho. Relaxo na água quente.

Volto pra cama, ela está dormindo. Ótimo, aos 43 anos, três horas ininterruptas de sexo é mais que o suficiente.

De manhã cedo o sol entra pela janela. Acordo, olho pra gostosa e fico alguns minutos pensando se devo dar umazinha matinal antes de pegar a estrada. Porra nenhuma, deixa eu vazar senão só saio daqui à tarde...

Arrumo a moto.

Puxo o afogador, duas bombadinhas no acelerador, e a Preta ganha vida. Deixo aquecer uns 2 minutinhos e fecho o afogador. Aquele trotar do motor, uma marcha lenta de Harley carburada, som inigualável...

Monto nela, dois tapinhas no tanque pra dizer bom dia, CLECK, primeira, vamos em frente.

Logo cedo é você cobrando da máquina mais do que dá a ela. Os reflexos não estão ainda no máximo, mas o pulso pede 120km/h... A máquina não falha, você pede ela dá, você pede de novo, ela dá mais... As curvas ainda não estão redondas como devem, o transito ainda incomoda.

Mas passamos dos primeiros 100km, e tudo muda. Você passa a poupar mais a moto, ela entra em ritmo de estrada, 120 vira velocidade de cruzeiro, tudo se encaixa melhor. Começa a prestar atenção à paisagem, ao ar fresco, ao asfalto.

A primeira parada pra abastecer chega quase a me deixar chateado. Mas é fundamental. Com a autonomia da Sportster, tento parar sempre aos 120km rodados, dando espaço pra cacete pra eventualidades.

E daí por diante a estrada vira Estrada, tudo no seu devido lugar, dá até pra prever o asfalto.
Tudo flui, o mundo pára, só existe o aqui e agora.

O mais próximo do Satori que consigo chegar sem drogas...

7 comentários:

sakai disse...

"Psicologicamente falando, o satori consiste numa transcendência dos limites do ego. Do ponto de vista lógico, é a percepção da síntese intuitiva de que ser é vir a ser e vir a ser é ser.
"A diferença mais marcante entre o Zen e as demais doutrinas de índole religiosa, filosófica e mística é que, sem jamais sair da nossa vida cotidiana, com tudo o que ela tem de concreto e prático, o Zen tem qualquer coisa que o mantém acima e além da banalidade do cotidiano.
"Aqui chegamos ao ponto de contato entre o Zen, o tiro com arco e as demais artes, como esgrima, o arranjo de flores, a cerimônia do chá, a dança, a pintura etc.

Trecho de A arte cavalheiresca do arqueiro zen, pequeno livro que me acompanha há muitos anos. Através da dedicação à prática perfeita de certas atividades, busca-se atingir a realidade última, o nirvana. As atividades são instrumentos que visam, através do perfeito domínio de suas técnicas e indo muito além delas, alcançar o satori.

Impossível não ser remetido, no meu caso, à fotografia: atividade incrivelmente meticulosa, precisa, quase matemática e que traz um resultado abstrato, não-palpável, que só alimenta a percepção e nada mais.

Impossível não ser remetido também à arte da manutenção de motocicletas, nosso instrumento que visa nada além do que a paz interior. Isso difere posers/coxinhas (eternos adolescentes em busca de auto-afirmação) de bikers - pessoas que buscam algo.

Se eu atingi a paz? Ainda não, it's a long way to the top if you wanna rock'n'roll...

Complicado? Não, você é que pensou demais...

Anônimo disse...

Pudim de Leite Moça

Ingredientes Calda
1 xícara (chá) de açúcar
Pudim 1 lata de Leite Moça
2 medidas (da lata) de leite
3 ovos

Modo de PreparoCalda:
Em uma panela de fundo largo derreta o açúcar até ficar dourado. Junte meia xícara (chá) de água quente e mexa com uma colher. Deixe ferver até dissolver os torrões de açúcar e a calda engrossar. Forre com a calda uma fôrma com furo central (19cm de diâmetro) e reserve.
Pudim: Bata todos os ingredientes do pudim no liquidificador e despeje na fôrma reservada. Asse em banho-maria, em forno médio (180ºC), por cerca de 1 hora e 30 minutos. Depois de frio, leve para gelar por cerca de 6 horas. Desenforme e sirva a seguir.
Pronto...é o Nirvana.


PS. Raul já dizia o seguinte em Conversa pra Boi Dormir:

"Não tenho saco pra ouvir artista,
Comendo alpiste na mesma estação.
Cantando regra com o rei na barriga,
E só de preguiça não mudou o botão."

Leonardo disse...

só quero saber quando o lord vai me chamar pra uma dessas viagens...

Lobo disse...

Qual delas Leonardo, a carnal ou a espiritual???

hehehe...

Leonardo disse...

QUE ISSSOOOOOOOOOO MEU QUERIDO.....

nenhuma das 2...

to falando de pegar uma estrada junto.

HARLYSTAS - RIO GRANDE DO SUL disse...

Lord tu é meu herói ! Grande abraço do SUL. Rei

Lobo disse...

Lord tá mto low profile, vai pra VR e nem avisa o resto da crew...

kkkkkkkkkkkkkkk...

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