quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Fala, Caveira.


Tinha um bom tempo que não via meu amigo Wilson Caveira.



Outro dia esbarrei com ele na padaria e tomamos umas cervejas juntos. E ele me contou esse causo...




"
Quando ela entrou no bar eu senti que já conhecia de algum lugar.

Calça apertada e a barriguinha de fora, cara de quem tava doidona, sentada lá no fundo, vi logo que tava esperando o Caveira chegar.

Cheguei deixando uma cerveja na mesa, com um copo só. “Não vai beber 
também?” Saí deixando ela na dúvida.

De trás do balcão vi dois manés tentando chegar em cima e ela dispensando, olhando sempre pra mim.  Um ainda levou uma dose de alguma coisa, que ela virou me mandando um sorriso...

Já tava vazio quando ela veio ao balcão. “Cê não lembra de mim, né.”

Dei uns pegas nela, fui no banheiro, lavei a cara e as mãos e chamei ela pra ir la em casa.

“Não, vamos pra minha”.

Montei na Shovel e ela já montou enlaçando as pernas em mim. “Humm, essa conhece...”

Uma casinha ajeitada, tudo arrumadinho, estilo meio oriental... fumamos um e acendemos um incenso, e passei a vara.


Tava apertando mais um “pós coito”, quando ela manda essa:

“Cê lembra do Magrelo?”

Caiu a ficha. Era a Bianca Boquinha, mulher do Magrelo! Não via o Magrelo a uma pá de anos, e a Bianca então, nem lembrava que existia.

Aí vi num canto um porta-retratos com a foto do Magrelo, no que parecia ser India, ou um lugar desses no oriente.


“Ah... sei... como que tá o Magrelo?”

“Ah, Caveira, sabe como é... Magrelo com aquela parada de comida macrobiótica, viajar praqueles lugares doidos, po, aí essa decoração muito doida, o incenso direto, po, até aí tava tudo tranqüilo... Mas aí veio com uma parada de sexo tântrico e tal, e po... sabe como é, tem quase dois meses que eu não trepo... “

“Porra Bianca, então vocês tão juntos?”

“Mais ou menos. Po ele agora descobriu essa parada de sair de um lugar e aparecer no outro, que nunca sei onde ele tá mesmo...”

“Que porra é essa?”

“Ele desaparece num lugar e aparece noutro. Tava na Índia, pode aparecer aqui. Do nada. Se materializa!”

Tirei o beck da mão dela, dei mais um tapa e resolvi passar-lhe a piroca de novo. Mulher maluca tem que aproveitar que tá com tesão, porque depois começa a falar e não tem pau que levante.

Na hora que tava em cima dela, pronto pra meter, sinto uma mão pesada no meu ombro que me joga pro alto e eu saio voando igual desenho animado. Um susto do caralho!

O Magrelo tava lá, grande pra caralho, maior ainda que quando eu tinha visto da ultima vez.
Margrelo sempre foi um armário, mas agora tá gigante, e tava puto, vindo na minha direção.

Num movimento só catei as roupas, dei um S nele e saí batido porta à fora.

Sei que saí catando cavaco, tropeçando no tapete, na minha bota, numa mala, na porra toda, e terminei colocando as calças na calçada.

Graças a Deus a Shovel pegou de prima e vazei.



Até hoje to sem saber...




Será que o Magrelo tinha se materializado ali no quarto?


"



4 comentários:

Giggio disse...

Eita coisa de doido!
Isso é perigoso se virar moda!
kkkkkkkkkkkkk

Marco Tulio disse...

Putz esse foi pego de calça arreada mesmo!

Bill Custom Motorcycles disse...

E bem tarde,nas noites frias, depois da 5º ou 6º dose de Jack, devidamente acompanhado do back, ainda se ouve a voz lúgubre do Magrelo uivando Caaaveiiiraaaa....

KKK cochando um bamba pós coito é uma das coisas boas que já não me recordava mais... não pelo coito...KKKK

Muito bom esse causo, Abraço ao Caveira

Filipe Pinhati disse...

KKKKKK que história doida!

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