terça-feira, 22 de maio de 2012

LOM INTERNACIONAL: Daytona Bike Week 2012


Encheu o saco.

Daytona.

A primeira vez que fui a um evento em Daytona, há anos atrás, fui com a expectativa de que veria o maior evento de Harley Davidson do mundo, são mais de trezentas mil motos no evento. É muito raio de motoca num lugar só, um evento grande no Brasil é o que? Umas cinco mil? Pense em algo muito maior, dez, vinte, cinquenta vezes maior que qualquer encontro por terras tupiniquins.

Mas ao mesmo tempo que há centenas de milhares de Harleys descobri que Daytona na verdade é a maior concentração de tudo que eu abomino nesse nosso mundo HD.

São trezentas mil pessoas fantasiadas. É uma grande festa a fantasia, onde ninguém é de fato motoqueiro, motociclista, ou qualquer coisa do gênero, é claro que no meio de milhares de pessoas também há motoqueiros (ou motociclistas como preferem alguns) lá em Daytona, “the real deal”, mas você não vai achá-los em meio a tantos idiotas. O americano classe média, o americano médio, é o ser mais tapado de todos, é mediocre. É um ser estranho, e é muito mais coxa que qualquer brasileiro andando de Harley. E se o evento é feito, em sua maioria esmagadora, por essas pessoas, então o evento só pode ser idiota e estranho. E assim foi minha primeira expêriencia em Daytona, na Main Street. Vi um monte de pessoas bobas fazendo coisas bobas.

E me prometi não voltar àquele lugar.

Mas o tempo passa, e a gente esquece das coisas.

Peguei um avião e fui pra Miami, tinha que fazer umas coisas por lá, e como era a semana do Daytona Bike Week ia aproveitar pra dar uma passada, o pessoal da El Camino (que é representante exclusivo da Kuryakyn aqui no Brasil) estariam lá nos stands da Kury e me convidaram para ir, de repente arrumava até um bico, mas em todo caso, no mínimo ia conseguir bater um papo com o Mike Roland da Wild Things, o fodão da performance nos USA, e diga-se de passagem, foi o Mike quem deu suporte para que a El Camino levasse todos os premios de arrancada dos quais participaram aqui no Brasil.

Então peguei a estrada e fui pro norte, e obviamente, haviam várias Harleys na pista. Muitas, mas muitas mesmo, em cima de caçambas de pickups, outras em carretas hiper mega cromadas, e umas poucas rodando.

Afinal, são mais de trezentas ou quatrocentas mil Harleys em um evento. É muita moto, você vai acabar vendo essas motos em qualquer rua, ruela, estrada ou rodovia que aponte para Daytona, só que o estranho é descobrir que há uma grande quantidade delas que na verdade não vão rodando.

Há uns 80km antes de Daytona parei pra abastecer, e claro, o posto estava abarrotado dessas pessoas que iam para lá em suas super bling harley davidsons de mal gosto! É um mais patético que o outro, foi uma amostra mínima do que eu veria na Main Street, ou do que eu não veria!!! Quer saber?

Passei reto nesse evento, não fui pra Main Street.

Cheguei no fim da tarde, parei na Speedway, encontrei o Fábio Balestieri da El Camino na hora certa pra sair de lá e tomar umas cervas por aí em algum bar mais longe que não houvessem tantos motoqueiros de mentirinha. E foi isso.

No outro dia nem na Speedway, fui direto pra Destination Daytona onde estava o outro stand da Kuryakyn, fiquei lá de bobeira, encontrei o Mike Roland e bati um papo breve com o mesmo, e depois vazei daquele lugar...

Ultimamente tenho tido algum interesse em motores V8, e fui embora pra outro lugar onde poderia aproveitar melhor isso ai, bem melhor que ficar vendo gente esquisita numa festa estranha.

Me prometi de novo e com mais força, não volto mais a Daytona em tempo de Bike Week...

Meu conselho, se você nunca foi, talvez valha a pena ir uma vez pra ver uma coisa muito grande e estranha, atentando ao detalhe de não ir de moto NEM A PAU, deve ser o pior lugar do mundo para rodar de moto.

Mas ir pela segunda vez, NUNCA!!! Aquilo é muito ruim...

Quer ir num lugar “real deal”, autentico mesmo? Vai num Garage Sale do L.o.M.

Um abs,

Big Chopper de la Frontera
fronterahd@gmail.com

5 comentários:

Filipe Pinhati disse...

é isso aí Lord, grato pela dica. Gosto cada vez mais das Harleys, e um dia vou ter a minha. E se aceita uma dica sobre v8s, pegue um Dodge.

karuna disse...

hahahahahaha!!!

É mermão!!! Depois se reclama dos eventos daqui... hahahahaha!!!!

Mas na realidade, essa de evento, normalmente, é maior furada....

Prefiro os pequenos encontros.... bem pequeno mesmo...

Não consigo não sentir desgosto quando vejo uma pequena barraquinha, que seja, de vendas de coisas em eventos... Porra, virou ponto de vendas... :( :( :( Shopping ao ar livre... :( :( :(

E pior que para se medir o evento, conta agora a quantidade de gente neles... :( :(

Toecutter disse...

Main Street é uma sucursal da Disney, vale o passeio para dar boas risadas, a Speedway é um Shopping a céu aberto, interessante para ver novidades.

Agora a verdadeira festa, essa aconteceu um pouco mais ao norte com um público muito mais seleto.

Anônimo disse...

Vc já gosta de V2 HD e agora quer 4 vezes mais problemas?!?!?!?!?!!?

Diesel.

V-Rod disse...

Meu irmao, concordo em parte com voce.
Estive a 1a vez em Daytona em 2006, de moto, na compania de Mauro, amigo de Blint, que me levou nos melhores locais, longe da main street...(embora uma Jarra de Samuel Adams Draft no Boot Hill Saloon, em frente ao cemiterio, para ver as gatas trocarem o sutian por bebidas é obrigatório...)

Fizemos alguns tours bacanas, fizemos test drive de varios modelos HD na speedway, e claro, fomos a Orange Cunty, na Blossom, para curtir um pouco o clima do Iron Horse Saloon...

Mas o melhor estava nos Garage sales, ou melhor no Flea Market... com muito acessorio e peças usadas, sovas e semi-novas, por apenas alguns dollares... ao som de muito rock e blues e com um autentico bike burguer com muitas fritas e calorias...

No ano seguinte retornei, embora deste vez de Carro, pois minha moto nao foi entregue a tempo pela Renomada Equipe da Vodoo Cycle, mas faz parte, e acredite, foi muito menos divertido...

Jamais encontraremos um encontro no Nivel de Daytona ou Sturgis, apenas com autenticos bikers... pois nao se faz um evento deste porte sem o $$$ dos coxinhas...

Enfim, recomendo a todos alugar uma Bike e curtir mesmo assim as cansativas retas que ligam Miami a Daytona, mas é claro, se puder se programar para ir a Sturgis ao inves, a estrada e o evento em si serao ainda mais prazeros ... mas mesmo assim voltarei sempre que for possivel...e se alguem estiver a fim de ir a Sturgis em Agosto proximo,estou em busca de parceiros...

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