sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

O Salão Bike Show - por Mário Barreto


Como não podia deixar de ser, fui lá curtir o Salão Bike Show 2013. Fui em todos (todos os anos) e o Salão está crescendo. Não muito e nem depressa, é claro, e é por isso que acredito que o Salão vai longe, e que teremos muitos mais para curtir. Devagar e sempre.

Não adianta ser otimista, ou ser sonhador, tem que ser realista. O mercado de motos do Rio de Janeiro não tem o dinamismo, o empreendedorismo e os recursos do mercado paulista. Não dá para comparar. Os empresários de lojas, revendas e todos os envolvidos com motos do Rio de Janeiro precisam entender e aprender que o mercado são eles mesmos, que eles mesmos precisam acreditar e investir, que eles mesmos é que são responsáveis não só pelo sucesso do Salão como também de todo o mercado. Não sei não, mas as vezes eu acho que alguns pensam que este tipo e evento cai do céu e que teria que ser fácil e gratuito, como um tipo de Bolsa Salão, patrocinado pela Dilma. Ou então que o Salão comece já bombando e só aí, com ele bombado é que “valeria a pena” investir. Não rola assim, tem que participar e crescer junto, porque quando o evento já é enorme e com sucesso garantido, aí é que fica caro mesmo e não há espaço para quem é pequeno ou não quer investir nisso. É cultural, acontece em quase todas as áreas de negócios aqui do Rio. Um problema difícil de vencer.

 O incrível é que lojas paulistas vem, com todas as despesas maiores, montam, vendem, faturam e voltam ano após ano. Se fosse um mau negócio eles não insistiriam. Mas deixa prá lá. Vamos falar das atrações.

Meu plano era lavar a moto, almoçar e ir direto para o salão, de moto. Mas começou a chover (maldição da lavada de moto) e ao voltar em casa para guardar a motoca limpa e cheirosa, convidei a família toda para ir curtir o Salão. Elas cansam mais depressa, é claro, mas enquanto tiveram disposição curtiram. Tem muitas lojinhas com camisetas e acessórios, as meninas vão curtir. Para os casados tem as armadilhas das gostosonas dos estandes, tem que olhar com cuidado, nada que a visão periférica treinada nas estradas não dê conta.

Para mim os maiores destaques foram as Triumph, novidades, As Royal Enfield, uma curiosidade. Tinham também umas Kawas novas como a nova Z1000 e lindas Harleys customisadas. Ah!!! E uma surpresa completa, vi lá uma raríssima Honda MVX250F. Esta é uma figurinha difícil mesmo, 250cc, 3 (Tres cilindros), 2 tempos. Só foi vendida no Japão e Nova Zelandia… como uma motos destas aparece por aqui? Bati muitas fotos dela.

Encontrei muitos amigos. Tem bastante comida (cara), atrações de música, o Globo da Morte, e o estacionamento custou 20 reais. Entrada a 30. Para quem gosta de moto, o programa é imperdível. Tem que prestigiar.

O Salão somos nós.



Mario Barreto é um experiente motociclista, correu de motocross e motovelocidade, além de ser um baita gente boa, e mantém o blog Motozoo.
Vale conferir:  http://www.motozoo.com.br


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