quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Dilma Nabutchvalska



eu estava perto do dops quando encontrei dilma caída na calçada. suas duas rodas foram arrancadas. estava sem corrente também. pobre dilma. imagino a dor que aquelas escoriações no quadro estavam lhe causando. ela chorava. e tinha muito medo.

levei-a para casa e a tratei. coloquei duas rodas e uma corrente que achei entre as peças velhas no quintal. regulei os seus freios também. sua tosse passou com vickvaporub. mas nada apagou a imagem daquele líquido dos infernos e com aquele nome de dar medo: MERTHIOLATE. como aquilo ardia. ela gritava, mas era necessário passar. eu me sentia o pior dos torturadores. mas a sua expressão de alívio depois que eu soprava o ferimento valia qualquer coisa. a dor passou a ser prazerosa. o sopro, o alívio, o desejo, o sexo. merthiolate, sopro, cama. era a nossa trilogia sagrada.

dilma estava muito feliz quando foi embora. queria passar merthiolate, soprar a ferida e depois foder com todos que havia soprado. juntou-se a maus companheiros e descobriu que o merthiolate não curava porra nenhuma e só ardia. mesmo assim, fodeu com todos. e sem soprar.








em tempo:querida dilma
se eu soubesse que merthiolate não tinha princípio ativo algum, teria lambido as suas feridas.

ass: o seu catranckels

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