quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Mais abaixo, meu bem.

Nua, mas para o amor não cabe o pejo
  Na minha a sua boca eu comprimia.
  E, em frêmitos carnais, ela dizia:
  – Mais abaixo, meu bem, quero o teu beijo!


Na inconsciência bruta do meu desejo
  Fremente, a minha boca obedecia,
  E os seus seios, tão rígidos mordia,
  Fazendo-a arrepiar em doce arpejo.


Em suspiros de gozos infinitos
  Disse-me ela, ainda quase em grito:
  – Mais abaixo, meu bem! – num frenesi.


No seu ventre pousei a minha boca,
  – Mais abaixo, meu bem! – disse ela, louca,
  Moralistas, perdoai! Obedeci….


Olavo Bilac

Um comentário:

Relda Mara disse...

Lord.....isso não é Drummond?
Eu jurava que era.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...