quinta-feira, 29 de outubro de 2015

A INDIAN CHEGOU!!! 5a. Parte da História da Indian







A Polaris nasceu em 1954, na cidade de Medina, no Minnesota, como fabricante de máquinas agrícolas. Em 1955, para atender a demanda por veículos que auxiliassem a locomoção de fazendeiros por áreas de difícil acesso (devido a terrenos acidentados, ou acúmulo de neve), desenvolveu o primeiro "snowmobile", veículo tracionado por esteiras e direcionados por esquis.

O que seria somente um veículo de transporte para fazendeiros locais se tornou prioridade na mente de todos na Polaris, que passou a focar na construção de máquinas melhores e mais rápidas.




Os snowmobiles logo se viram acompanhados dos quadriciclos (ATVs), e side-by-sides (UTVs).

Em 1998 a Polaris enveredou pelo ramo de motos "custom" de luxo, e lançou a marca Victory Motorcycles, hoje formada por 11 diferentes modelos, incluindo um elétrico.

A Polaris Industries está presente em mais de 130 países. Em 2014 a empresa teve um faturamento record de U$ 4,5 bilhões (isso mesmo: 4,5 BILHÕES DE DÓLARES).






Em 2011 a Polaris adquiriu os direitos sobre a marca Indian. 

O primeiro projeto entrou em desenvolvimento, e  a Indian Motorcycle, "sob nova direção" lançou seu primeiro modelo, a icônica CHIEF, impulsionados pelo motor Powerplus de 105ci / 1720cc.






Mas ainda faltava algo.

A Indian Motorcycle teria que reviver sua moto mais conhecida, a outrora grande campeã das pistas, montanhas e desertos, a Indian Scout.




Na próxima postagem falarei mais sobre a Indian Scout, o motor Thunderstroke 111, e os novos modelos que chegam ao Brasil.




Leia as outras partes desta breve história da Indian clicando no link abaixo:

http://www.lordofmotors.com/search/label/Hist%C3%B3ria%20da%20Indian


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Em Janeiro de 2016 - BIKE & ART SHOW


quarta-feira, 28 de outubro de 2015

She made me Rock'n'Roll again...


Pé na Tábua TT



É NESTE FIM DE SEMANA!!! IMPERDÍVEL!!!





Vintage Bike Races


Outubro Rosa

Quando Glen Johnson encomendou a Rob Gregory, proprietário da Gregory Polaris, de Little Rock, Texas, que customizasse uma Indian Scout homenageando sua irmã que havia sobrevivido a um câncer de mama, ele jamais imaginou um resultado como esse.

Glen apenas "mencionou" a possibilidade de algo como uma camuflagem cor de rosa, e deu carta branca para que a equipe de Rob Gregory fizesse sua arte.

Rob e sua equipe cairam dentro do trabalho, e o resultado está nas fotos que se seguem.

As "fitas" pintadas no tanque receberam uma base prata e diversas camadas de tintas diferentes, e mudam de cor de acordo com a iluminação. 
O nome de diversas sobreviventes do câncer de mama, enviados por um fórum na internet e pelo Facebook, estão pintados nas fitas numa cor. 
Diversos nomes de vítimas da doença que não sobreviveram estão pintados nas fitas, em outra cor.

Um belo tributo, que divido aqui com vocês como minha participação no Outubro Rosa.

Ao projeto deu-se o nome "SCOUT FOR THE CURE". 










segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Customizing an Indian


 



 

"We're just scratching the surface here... There's a universe to explore on these bikes"...




sexta-feira, 23 de outubro de 2015

A INDIAN CHEGOU!!! 4a. Parte da História da Indian

Indian Chief 1945


Os anos de prosperidade da Indian terminaram em 1945, quando Du Pont vendeu a marca a Ralph Rogers, dono da Cummins, fabricante de motores a diesel.

Sob nova direção, a Indian entrou na concorrência do Exército para desenvolver uma moto para operações no deserto. Mas nem a Indian nem a Harley tiveram êxito: as Forças Armadas americanas se decidiram pelo Jeep.

Com o tempo, Rogers abandonaria a produção de motos de maior cilindrada, portanto mais caras, para se dedicar à fabricação de motos leves.

Em 1953, a Indian fechou suas portas.

"Indian" Royal Enfield


Em 55 a Blockhouse Engeneering comprou os direitos de uso da marca. Importou modelos da marca Royal Enfield e vendeu-os nos EUA como Indian.

Em 60 a Associated Motorcycles comprou os direitos da marca.

Em 62 a Associated Motorcycles vendeu os direitos da Indian para Joseph Berlinder, que nunca usou a marca.



Em 70, com a morte de Floyd Clymer, seu advogado, Alan Newman adquiriu a marca e continuou vendendo as pequenas motos de 50cc a 175cc com a marca Indian. E, 77, mal das pernas, as operações cessaram.




Finalmente, em 1998, nove empresas se fundiram e formaram a IMCA - Indian Motorcycle Company of America. A IMCA abriu uma unidade de produção em Gilory, na California, e começou a produzir os modelos Indian, Scout e Spirit. Essas motos eram equipadas com motores da S&S Cycles. Em 2003 a IMCA encerrou as atividades e a produção.



Em 2008 a empresa Stellican Ltd., de capital privado e sede em Londres, adquiriu os ativos da Indian Motorcycle e estabeleceu uma instalação para fabricação da Indian Motorcycle Company em Kings Mountain, na Carolina do Norte, EUA. Foram produzidas poucas unidades da Indian Chief com motores de 1720 cc. As operações continuaram até 2011, quando a Polaris Industries Inc. adquiriu a marca.





Na próxima postagem, quem é a Polaris, qual seu projeto para a Indian, e o que esperar do futuro.



Nunca peça pra quem é de verdade pra ser de mentira.

O Iron Maiden já está na estrada desde 1975. E desde sempre, mantendo um padrão musical elevado, altas produções, e Rock de verdade.

Pois bem, o fato abaixo aconteceu em 1986, numa apresentação para um programa para TV alemã.

O Iron Maiden tinha sido chamado pra tocar. Mas na hora, disseram pra eles que teriam que "dublar" somente, que iria ser usado um playback. Fingir que toca, fingir que canta...

Não poderia se esperar algo diferente de Bruce Dickinson e sua turma. Resolveram zoar completamente o show "fake". E deu nessa zona do vídeo abaixo. Histórica!

Nunca mais pediram pro Iron Maiden dublar numa apresentação...

Rock'n'roll can never die.

Moral da história: Nunca peça pra quem é de verdade pra ser de mentira.  


domingo, 18 de outubro de 2015

A INDIAN CHEGOU!!! 3a. Parte da História da Indian.

Sem os fundadores, a Indian mesclaria periodos de grande expansão com outros de decisões arriscadas.

Durante a Primeira Guerra (1914-1918) a empresa orientou seu foco na fabricação de motos militares: entre 1907 e 1919, forneceu 50 mil modelos Powerplus, a antecessora da Chief para o Exercito - e praticamente paralisou a produção de motos civis. A rede de concessionárias quebrou, e a Indian perdeu o posto de lider de vendas nos EUA para a Harley.



Nem o lançamento da Scout e da Chief, em 1920, reverteu a situação. Muito embora os dois modelos representassem o maior avanço tecnológico atingido pela empresa - e afinal, por uma motocicleta americana. Scout e Chief foram desenhadas e projetadas pelo engenheiro e ex-piloto irlandês Charles Franklin, e ambas compartilhavam o mesmo motor de dois cilindros em V de 660 cc, o mesmo tipo de quadro tubular, e traziam a inovadora transmissão acoplada ao motor e acionada pelo pé do piloto.



O período de maior prosperidade da Indian aconteceu entre 1931 e 1945, quando as operações foram assumidas por Paul Du Pont, um dos herdeiros do conglomerado industrial que leva o nome da familia e criador da Du Pont Motors - montadora de automóveis de alto luxo fundada em 1919. Paul Du Pont não economizou recursos. A fábrica de Springfield, conhecida como "a tenda" passou a ocupar uma área construída de 50 mil metros quadrados e todos os modelos começaram a contar com 24 opções de cores, inclusive combinações, fato inédito na época. A Du Pont, vale lembrar, era a maior fornecedora de tinta para a indústria.

É nesse período que as  motos começam a ganhar um desenho inspirado na Art Déco, característica mantida nas Chief atuais e evidente no formato do para-lama dianteiro, uma bela peça de aço ornamentada pelo cocar.

Novos motores de maior capacidade foram lançados, ao mesmo tempo que a suspensão dianteira ganhava garfos telescópicos. Foi ainda o período em que a Indian mais investiu em publicidade.





Na próxima postagem vou abordar o "fim" da Indian em 1953. E  os anos incertos até a chegada da Polaris.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

A INDIAN CHEGOU!!! 2a. Parte da História da Indian.





Até ser assumida pela Polaris Industries, empresa que começou em 1954 com tratores e se tornou mundialmente famosa fabricando snowmobiles, a Indian havia passado por mais de dez diferentes mãos, incluindo a britânica AMC - sigla para Associated Motor Cycles - espécie de incorporadora de marcas falidas como AJS, Sunbeam e Norton. A AMC comprou os direitos de uso da marca Indian em 1960 e, dois anos mais tarde, abriria falência.




As motos Indian eram reconhecidas pela robustez mecânica, pelo capricho nos detalhes e pela disposição nas pistas Mas a maior parte das 11 empresas, ou grupos, que representaram a marca tinha mais interesse no nome do que propriamente nas motos.

Foi assim com a AMC, que vendia as lendárias AJS com o nome Indian estampado no tanque. Deu-se o mesmo entre 1955 e 1960 com a Brockhouse Engineering, outro grupo britânico, que passou a exportar para os Estados Unidos a Royal Enfield de 750 cc sob a marca Indian.

Quando o ex-piloto e empresário americano Floyd Clymer assumiu a marca, logo depois da falência da AMC, a expectativa era de que a Indian voltaria a se firmar como a principal concorrente da Harley-Davidson -  que expandia suas operações fora dos EUA ao se associar à italiana Aeronautica-Macchi para formar a Aermacchi Harley-Davidson. Clymer, pioneiro na publicação de livros sobre carros e motos, havia competido com motos da marca e era dono de uma revenda Indian na Califórnia. Tinha dinheiro, influência e forte ligação com a história da fábrica - daí a esperança de que os grandes modelos do passado, como a Chief e a Sport Scout, voltassem a ser produzidos.

Mas Clymer era, sobretudo, um homem de negócios. E achou mais lucrativo encomendar à italiana Italjet um lote de mini-motos com motor de 50cc para serem revendidas nos EUA com a cara do Índio. Junto da Italjet ele desenvolveria modelos de 500cc com componentes italianos. Graças à boa aceitação para uso militar e para lazer, as mini-motos continuaram sendo fabricadas, primeiro na Italia e depois na China, até o fim dos anos 70.

Não era o que se esperava de uma grife que se notabilizou pela inovação e pela grandeza das ações.

A Indian foi a primeira fabricante de motos a desenvolver a transmissão de duas marchas, a suspensão dianteira ajustável, as luzes elétricas e também a pioneira em oferecer kits de personalização (customização), estratégia depois seguida com êxito pelas concorrentes, principalmente a Harley.

Investia, do mesmo modo, na produção de motos de pista, mais leves e potentes. As versões "track" podiam ser adaptadas às muitas necessidades do piloto: muitas eram usadas para provas de "hill-climb" (subida de montanha), ou para quebra de recordes de velocidade, e outras ganhavam títulos em enduro. Também eram as motos preferidas nos espetáculos circenses conhecidos como "wall of death", percussora do Globo da Morte, em que o piloto-acrobata desafiava a gravidade circulando em alta velocidade nas paredes de madeira de uma arena.




A vocação para as pistas estava no DNA dos fundadores da empresa, Hendee e Hedstrom. O primeiro era, além de esportista (foi o primeiro campeão de ciclismo dos EUA). empreendedor. Teria partido dele a iniciativa de mudar o nome original da empresa de Hendee Manufacturing Company para The Indian Motorcycle Manufacturing Company, ou apenas Indian. Hendee vislumbrava grandes possibilidades para seus produtos e achava que um nome simples seria mais bem aceito em outros mercados.

Hedstrom era o homem da criação: era quem desenvolvia a parte mecânica e desenhava as motos. A sociedade, que parecia próspera, no entanto, não durou muito. E, 1913, ano em que a Indian estabelecia seu primeiro recorde comercial, com 32 mil motos vendidas, e lançava o revolucionário sistema (para a época) de suspensão traseira por braço oscilante, Hedstrom saiu da empresa. Três anos depois, em 1916, Hendee se desentendeu com o conselho de administração e também se afastou.


Na próxima postagem abordo os anos da primeira e segunda guerra, os erros e acertos, e o nascimento da Scout e da Chief.


quinta-feira, 15 de outubro de 2015

George Hendee, um dos fundadores da Indian.


A INDIAN CHEGOU!!!



Aconteceu tudo ao mesmo tempo, em lugares diferentes.

Nos Estados Unidos, em Milwaukee, cidade do Wisconsin, o estudante de engenharia mecânica William Harley, 20 anos, começava a construir na garagem de casa um motor para ser adaptado em bicicletas.

A 1,6 mil quilômetros dali, o ex-ciclista George Hendee e seu sócio, o engenheiro sueco e também ex-ciclista Oscar Hedstrom testavam nas ruas de Springfield, Massachusetts, o primeiro protótipo daquela que viria a se tornar Indian.

Do outro lado do Atlântico, em Coventry, a ex-capital da Inglaterra, os donos da fábrica de bicicletas Triumph Cycle, os alemães Siegfried Bettmann e Maurice Schulte, iniciavam a construção da primeira moto da empresa, também com motor monocilíndrico e 2 cavalos, instalado em quadro de bicicleta.

Naquele começo do século 20, Harley (que em seguida se associaria a Arthur Davidson), Hendee e Hedstrom, Bettmann e Schulte seguiam os passos do alemão Alois Wolfmüllerm que, em 1894, lançara a primeira motocicleta de que se tem notícia, a Hildebrand & Wolfmüller*. A H&W teria vida curta,apenas três anos; Harley-Davidson, Indian e Triumph são marcas que atravessaram o século. A Royal Enfield (fabricada no célebre arsenal britânico e cujo lema era "Made Like a Gun", para exaltar sua precisão e durabilidade) também é dessa época - e permanece até hoje.

Nas próximas postagens vou tentar explorar um pouco mais a história da Indian, Que agora chega ao Brasil (com linha de montagem em Manaus), renascida em sua mais pura essência, administrada pela Polaris, e com planos de dividir o mercado com a Harley-Davidson.




(*): Em 1885, os alemães Gottlieb Daimler e Wilhelm Mayback - os mesmos que fundariam a Mercedes-Benz - criaram a Reitwagen, com motor de 250 cc refrigerado a água, menos de 1 cavalo, transmissão por correia e banco em formato de selim. Poderia ser considerada a primeira moto do mundo, não fosse por um detalhe: a Reitwagen tinha, além das rodas normais de madeira, outras duas, menores, instaladas nas laterais.

Custom Chieftain





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