sábado, 15 de setembro de 2018

Buk.




"Tenho lido os filósofos. São uns caras realmente estranhos, engraçados e loucos. Jogadores. 

Descartes veio e disse: é pura bobagem o que esses caras estão falando. Disse que a matemática era o modelo da verdade absoluta e óbvia. Mecanismo. 

Então, Hume veio com seu ataque à validade do conhecimento científico causal. 

E depois veio Kierkegaard: “Enfio meu dedo na existência – não tem cheiro de nada. Onde estou?”. 

E depois veio Sartre, que sustentava que a existência é absurda. 

Adoro esses caras. Embalam o mundo. 

Será que tinham dor de cabeça por pensar dessa forma? Será que uma torrente de escuridão rugia entre seus dentes? 

Quando você pega homens como esses e os compara aos homens que vejo caminhando nas ruas ou comendo em cafés ou aparecendo na tela da TV, a diferença é tão grande que alguma coisa se contorce dentro de mim, me chutando as tripas. 

(...) 

O que é terrível não é a morte, mas as vidas que as pessoas levam ou não levam até a sua morte. Não reverenciam suas próprias vidas, mijam em suas vidas. Concentram-se demais em foder, cinema, dinheiro, família, foder. 

Suas mentes estão cheias de algodão. 

Engolem Deus sem pensar, engolem o país sem pensar. 
Esquecem logo como pensar, deixam que os outros pensem por elas. 

Seus cérebros estão entupidos de algodão. 

São feios, falam feio, caminham feio. 

Toque para elas a maior música de todos os tempos e elas não conseguem ouvi-la. 

A maioria das mortes das pessoas é uma empulhação. Não sobra nada para morrer."


" Bukowski, in: O capitão saiu para o almoço e os marinheiros tomaram conta do navio."

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Gunsmoke blues - Muddy Waters, Big Mama Thornton, Big Joe Turner, George "Harmonica" Smith





During a production hiatus of the popular TV Show "Gunsmoke", the film crew decided to take off and film a barnstorming blues revue making it’s way across the country and they ended up in Eugene, OR with cameras rolling to film Muddy Waters, Big Mama Thornton, Big Joe Turner and George "Harmonica" Smith as they performed in a music hall. 

Date: October 20, 1971.

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Harley Davidson FXDR 2019

A Harley Davidson divulgou hoje a nova FXDR para 2019.











Tipo uma FXR. Mas nada a ver.

Eu quando vejo uma moto dessas, penso logo em como mexer.
Depeno ela mentalmente e vejo o que tem por baixo.

E confesso que gostei pra caramba das linhas dela.

Fora que deve ser um canhão. E foi pensada pra andar forte.





segunda-feira, 30 de julho de 2018

Puristas piram...


Só pra cutucar os "puristas".

Mais sobre essa foto, clique no link abaixo:



Festival Moto Brasil de Cinema e Video - by Lord of Motors

Atenção Cineastas, videomakers, Youtubers, Instagramers, motherfuckers em geral!

É com enorme orgulho que apresento o novo projeto para o Bike & Art Show 2019:

O FESTIVAL MOTO BRASIL DE CINEMA E VIDEO!

Fiquem ligados que em breve teremos maiores informações disponíveis.


2020 Models - Harley Davidson

Senhoras e senhores, preparem-se pra polêmica!

A Harley Davidson acaba de divulgar novidades da linha 2020.

"We will raise some eyebrows with those new models"...

Puristas piram...



 Se é polêmica que vocês querem, que tal a 
"Pan America Adventure-Tourer"?


 E a Streetfighter 975cc?

1250cc Custom 2020.


 Em 2019 teremos a elétrica Livewire disponível nos dealers!


quarta-feira, 11 de julho de 2018

The Hazards Of Helen: Episode #26, The Wild Engine (1915)






Helen (Helen Holmes) é nossa heroína nesta série de filmes de cerca de 15 minutos de duração feitos pela produtora Kalem Company, em 1915.

Neste episódio Helen é operadora de telégrafo em uma distante estação de trem. Informada do perigo de uma locomotiva desgovernada correndo no mesmo trilho de um trem de excursão, nossa heroína monta numa Indian e sai em alta velocidade para salvar a situação.

"The Hazards Of Helen: Episode #26, The Wild Engine" (1915)
Duração: 13:40
Direção: J.P. McGowan
Atriz Principal: Helen Gomes





sexta-feira, 6 de julho de 2018

"Impatience" 1928


"Impatience" (1928) foi o primeiro filme a erotizar a motocicleta. Nunca antes um filme da época do Cinema Mudo havia feito uma conexão explicita entre uma motocicleta em movimento, e sua vibração, ao nu feminino. Principalmente de forma tão abstrata.

Criação do cineasta belga Charles Dekeukeliere, cujo trabalho se encaixa aos grandes movimentos artísticos e culturais da época (Futurismo, Dadaísmo, Supremacismo) "Impatience" é uma experiência cinemática pura, sem narrativa.

O filme possui 4 personagens - a moto, a mulher, a montanha e formas abstratas. "Impatience" criou os parâmetros para a sexualização da motocicleta, relacionando-a ao corpo feminino, e a possibilidade de uma conexão erótica entre os dois.

"Impatience" (1928)
Duração: 36:57
Diretor: Charles Dekeukeleire
Elenco: Yonnie Selma
Musica: Amatorski





quinta-feira, 28 de junho de 2018

Born Free 10.







Rolou no final de semana passado (23 e 24 de junho de 2018).
A quantidade de moto FODA por metro quadrado é imbatível!

Colani Egli MRD-1






Kawazaki Z1 - 1428cc.
Turbo. Nitro. 320hp.
Resultado: 330km/h
E um visual... discutível...

The Grizzly Ride out Invitational 2018




segunda-feira, 25 de junho de 2018

Dead Indian





A Polaris, empresa que controla a marca INDIAN MOTORCYCLES, anunciou a suspensão da importação e comercialização das Indian no Brasil. O motivo, segundo a companhia é a falta de rentabilidade do negócio.

De acordo com o comunicado divulgado, haverá um processo de transição de 120 dias para as concessionárias da marca. Esse tempo é para as revendas conseguirem se desfazer de estoque de motos, peças e outros itens.

A partir de agora, manutenção e pós-vendas serão atendidos em revendas Polaris, que vendem os UTV e quadriciclos da marca. A empresa vai credenciar também oficinas especializadas em motos de alta cilindrada.

“Não identificamos um modelo de viabilidade para a Indian Motorcycle no Brasil devido as atuais condições de mercado,  recrudescimento da economia brasileira, e a consequente redução da indústria de motocicletas. O nosso foco agora será maximizar os recursos no crescimento da marca Polaris e fortalecimento da rede de concessionárias off-road”, afirmou o diretor geral da Polaris Brasil, Paulo Brancalion.


Para mais informações, a Polaris coloca à disposição dos clientes o e-mail contatobrasil@indianmotorcycle.com e o telefone (11) 3336-5482.


***********


Por uma questão ética, vou me abster de opinar.

QUE PENA! Puta moto!








sexta-feira, 15 de junho de 2018

Sobre customizações, mosquitos e Nina Simone.

Repost de um texto de 2011, quando nego ainda lia...




"Estava aqui sentado vendo as estrelas saindo detrás do monte e sumindo nas telhas da varanda.

Eu tinha desligado o telefone com o Lobo. E fiquei pensando num dos assuntos que conversamos, as modificações que vamos fazendo nas motos à medida que o tempo vai passando.

Lembrei da primeira moto dele, uma das Sportsters mais bonitas e bem feitas, mas que seria impraticável pro que ele utiliza hoje. Na época fiz um comentário de que “a bike is supposed to be ridden”, a respeito de customizações bem bacanas que ele havia feito, mas que pra mim achava completamente sem propósito.

E como ele agora estava pensando em colocar um seca na Evo, uma das primeiras coisas que aconselhei na época que comprou a moto.

O cara agora está pegando estrada direto. É natural que queira colocar a moto o mais preparada possível pra isso.

Em cada fase da vida a gente vai adaptando a moto pras nossas necessidades.

A moto no fim acaba sendo mesmo uma expressão do dono. Se um cara tem a mesma moto a uns dois anos, dá pra conhecer um pouco dele só olhando pra moto.

Ali vai ficando, ano a ano, a cada fase da vida, nosso aprendizado.

A Carolina, minha CB 400, tinha um guidão da Custom (quase um mini-seca), um Highway Peg artesanal (que na época eu chamava "pedaleira de estrada"), e um sissy-bar (que na época chamava "santantonio"), que quebravam um galhão. Tinha também um descanso de pé de Águia, mas eram os anos 80, sabe como é...

Rodei mais de 200.000km nela. Ela era a expressão daquela fase da minha vida.

Acredito que customização é buscar referencias pro seu objetivo, mas no fim, é bunda no banco e pneu no asfalto que vão te dizer o que funciona pra você.

Por isso digo que os melhores acessórios que você pode colocar na sua moto são quilômetros.


Bom, os mosquitos estão me devorando, vou voltar lá pra dentro que Nina Simone está me chamando."




terça-feira, 12 de junho de 2018

Ari Frello



Tivemos o prazer de receber este incrível músico no Festival Moto Brasil de Jazz & Blues, no Salão Moto Brasil

Puta som, com personalidade. E uma figura muito especial.  

Valeu, parceiro Ari Frello

Tamo junto!

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Breakout Campeã pelo Voto Popular - by Eric Nobre


A campeã pelo Voto Popular (onde o público presente ao Salão Moto Brasil escolhe a vencedora) foi a linda Harley-Davidson Breakout customizada por Eric Nobre, da Redlad Garage (Rio de Janeiro - RJ).

Apesar dos problemas com a votação da quinta-feira (dêem uma olhada no link: NOTA DE ESCLARECIMENTO BIKE & ART SHOW ), uma vez apurados os votos descobrimos que, mesmo que tivéssemos computado os votos de quinta, não haveria alteração no resultado: a Redlad foi indiscutívelmente a campeã pelo Voto Popular!

Deixemos o Eric explicar detalhes da moto:

"O projeto foi desenvolvido para um cliente que tinha como expectativa eliminar tudo que tivesse cromado na moto e trazer um ar mais “bandida” para sua HD. 

Porém, ele me deixou à vontade na escolha de tudo que faria parte do projeto, dentro da realidade do quanto pretendia gastar. 

Desde o início, idealizei um projeto que usasse o máximo possível de peças nacionais, para mostrar que é possível fazer um projeto de customização mais acessível, com recursos e fornecedores que temos aqui, com capacidade de atender com qualidade o mercado das HD’s. 

Foi feito um processo de desmontagem completa da moto, inclusive do motor, para fazer a pintura eletroestática em microtextura, pois a mesma possui um efeito diferenciado e sua durabilidade é superior as demais pinturas. 

Para a roupa da moto (tanque e para-lamas) foi escolhido um vermelho fosco acetinado. 

O para-lama e espadas foram cortados e o sistema de setas embutidos na espada e a lanterna no para-lama."

Parabéns, Eric. A moto ficou realmente muito linda, atendeu perfeitamente à proposta, e tenho certeza que o proprietário deve estar muito orgulhoso!








quinta-feira, 7 de junho de 2018

"Woodstock" - by Leo Dalla



A grande vencedora do Bike & Art Show 2018 pelo Juri Técnico (eleita pelos próprios customizadores participantes do evento) foi a Panhead 63 "Woodstock", feita por Leo Dalla, de Circumano Design (Vitória - ES).

As motos de Leo sempre surpreendem, seu background como artista plástico permite que ele "pense fora da caixa". 

Este ano Leo se superou: usou peças em marcenaria (nova "viagem" do artista), com um banco inacreditável, punhos, sissy bar e para-lamas, e um acabamento impecável. 

A pintura do tanque, realizada em conjunto com a artista plástica Sthephanie Corvett, usando diversas técnicas numa mesma peça, dá um toque ainda mais anos 70' ao projeto.

E detalhes, muuuuitos detalhes, a serem observados com calma.

Com vocês, a Grande Campeã do Bike & Art Show 2018 no Juri Técnico: "Woodstock", de Leo Dalla!

Divirtam-se!















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