segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

"When Freedom is outlawed, only Outlaws will have Freedom."







“Conversation between a princess and an outlaw:

"If I stand for fairy-tale balls and dragon bait--dragon bait--what do you stand for?"

"Me? I stand for uncertainty, insecurity, bad taste, fun, and things that go boom in the night."

"Franky, it seems to me that you've turned yourself into a stereotype."

"You may be right. I don't care. As any car freak will tell you, the old models are the most beautiful, even if they aren't the most efficient. People who sacrifice beauty for efficiency get what they deserve."

"Well, you may get off on being a beautiful stereotype, regardless of the social consequences, but my conscience won't allow it."

"And I goddamn refuse to be dragon bait. I'm as capable of rescuing you as you are of rescuing me."

"I'm an outlaw, not a hero. I never intended to rescue you. We're our own dragons as well as our own heroes, and we have to rescue ourselves from ourselves.”

"Still Life With The Woodpecker" - Tom Robbins.

domingo, 11 de fevereiro de 2018

"Padrinho." por William Xabú



Xabú, é filho do meu amigo de longa data Wilson Caveira. E o menino me mandou esse texto, um carinho que deixou esse véio aqui com os olhos marejados...




"Era fim de ano, estava na garagem amarrando umas paradas na moto, um brother me ajudando, dali a pouco ouvimos um ronco de Harley e digo: "A Sylvia tá chegando..."
Um coroa, barba branca, zóio azul, estaciona a Sylvia e desce.

- Coé?

-Coé padrinho. Pai tá nos fundos.

Ele pega uma breja na caixa de gelo e entra.

- Porra Xabú, padrinho? Pergunta meu brother.

- Vai dizer que tu fosse batizado?

- Na estrada sim. Respondi.

1988 foi num ano daqueles esquisitos, eu tava fazendo merda uma atrás da outra. Realmente merecendo ser chamado de Xabú. Minha mãe desesperada já. O Caveira doido comigo. Aí ele tava indo jogar rosas no mar pra Iemanjá e pra Solana e trombou esse coroa aí, meu padrinho. Comentou sobre os problemas que eu tava dando. “Uma moto, Caveira. Ele precisa de uma moto. Aí ele vai se ligar.” O Caveira pegou uma merreca que sobrou de uma das latas que tinha achado na praia e trocou nessa menina aqui pra mim. Batida, toda amassada.

O padrinho vinha toda semana aqui na garagem e me ajudava a montar ela. Demoramos um tempão pra colocar ela pra rodar. E a gente conversava muito, sobre tudo, saca? Sobre o mundo, a vida, o certo e o errado, sobre valores. A minha ansiedade era tanta que eu não fazia mais nada, todo meu tempo livre ficava aqui mexendo nela. Arrumei aquele bico na oficina do Panhead e trampava em troca de peça pra minha moto.

No dia em que demos a partida nela, que ela ligou  e funcionou tudo! Eu fiquei enlouquecido, dei uma volta e qdo voltei, sentei do lado dele. Abrimos uma breja, ele puxou um paco de notas do bolso, me deu e disse: - Vai moleque. Mete o pé!

- Pra onde?

Ele deu de ombros. Corri pra dentro, voltei com a jaqueta e uma coberta debaixo do braço, amarrei na moto e enquanto afivelava o capacete gritei: - Avisa a mãe!

- Por isso eu chamo ele de padrinho. Sacou?

- Caraio. E tu foi pra onde?

Nisso, os dois véios vieram lá de dentro, subiram nas motos e pergutaram: Iaê? Tu vai?

Virei pro meu brother e, enquanto guardava um ramo de rosas dentro da jaqueta, respondi:

- Outra hora eu conto.


WX"


Se ainda não conhece o Caveira e o Xabú, dá uma clicada no link abaixo e leia as outras histórias dos dois...



Bota mais foto de moto aí, Lord.






"I wanto to wake up in the city that never sleeps..."


Carnaval...




Enfeitemos...



sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

"Outra raça de seres, os inumanos"(...)





Trecho do livro "Trópico de Câncer", de Henry Miller
Declamado por João Correia
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